terça-feira, 3 de junho de 2008

As barreiras para se entrar no mercado externo

Por JOÃO DELBIN - Mestre em Engenharia Urbana pela UFSCar, Administrador. Consultor de Empresas.
Convidada: consultora de comércio exterior do Sebrae – SP a
Profª. Maria de Fátima G. V. Sprogis.
RACRE: Quais os aspectos relevantes para as empresas que querem exportar?
Profª. Maria de Fátima: Uma questão deverá ser resolvida antes de uma entrada mais forte no mercado externo é o aumento do volume de produção. A empresa tem capacidade instalada, ou seja, recursos físicos e recursos financeiros para isso? Também deve fazer adequação dos produtos ao gosto/necessidade/cultura religiosa e comercial entre outras de outros paises. Deve responder as questões: É viável? Quanto vai custar? Haverá demanda para absorver? Quanto será o investimento para esta mudança? Para entrar com pé direito pela porta da frente do comércio exterior, os empresários devem buscar muita capacitação e orientação e são muitas as entidades que auxiliam como Sebrae – SP e muitos outros.
RACRE: Qual o período de adequação da empresa e de seus produtos para entrarem no mercado externo?
Profª. Maria de Fátima: A adequação da empresa e do produto para os que vão se lançar pela primeira vez no mercado internacional, levam em média de 1 a 2 anos, entre adequação de processos e produtos e o efetivo começo das exportações.
RACRE: Quais os principais obstáculos externos que afetam as exportações.
Profª. Maria de Fátima: Os empresários reclamam de grandes gargalos que ainda prejudicam as exportações brasileiras. A burocracia do sistema aduaneiro, a falta de linhas de financiamento e a infra-estrutura de estradas, portos e aeroportos, são questões que precisam ser resolvidas, para fomentar o aumento das exportações brasileiras. Mas não basta reclamar, os empresários precisam estabelecer compromissos com as vendas no exterior. Outro fator apontado como dificuldade é a tributação pesada sobre a cadeia produtiva brasileira. Dessa forma os produtos brasileiros perdem competitividade quando comparados com os materiais produzidos em outros países. As empresas também se ressentem da falta de informações sobre o mercado externo. O empresário brasileiro deve ter em mente que o processo de exportação deve ser contínuo e não servir apenas como saída temporária em um momento de recessão do mercado interno. A quebra de fornecimento prejudica a imagem das empresas
RACRE: Quais os principais obstáculos internos às empresas que afetam as exportações.
Profª. Maria de Fátima: Um dos maiores obstáculos, que as empresas encontram, está dentro da própria empresa, quando não há gestão e conhecimento do próprio negócio, falta de interesse na busca de inovação e integração na equipe. do, a Resumindo, a falta do desenvolvimento de
um Plano de Exportação, no qual.fique bem claro o que fazer, quando, quem fará, quanto custará, por que queremos exportar, para onde e como exportar, torna as dificuldades maiores do que são e, normalmente, a culpa é colocada na legislação, burocracia, custo Brasil, etc.Visitado em: http://www.unipinhal.edu.br/ojs/racre/index.php

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