segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Desafios logísticos às redes de negócios no Brasil: o que podem as parcerias público-privadas (PPPs)? (editado)

Arlan Mendes Mesquita e Ricardo S. Martins
rap – rio de Janeiro 42(4):735-63, Jul./ago. 2008

1. Introdução

As redes de transporte têm um efeito marcante sobre as decisões logísticas de cadeias de suprimentos. A qualidade dos serviços e os custos resultantes do formato da rede quanto à qualidade, à densidade e à capilaridade das vias influenciam a tomada de decisão na logística das empresas nos aspectos de localização, política de estoque e modal, gestão da frota, e outros.
No contexto da economia brasileira, tais relações já foram testadas empiricamente. De acordo com Sousa (2002), os gastos públicos em infra-estrutura estão entre os principais fatores explicativos da localização da indústria brasileira nos anos 1970 e 1980, à frente de outros indicadores convencionais, como potencial de mercado, subsídios e níveis educacionais.
Considerando ainda a realidade brasileira, observa-se a coexistência da concentração espacial da renda conjugada com provisão da infra-estrutura desbalanceada entre as regiões (Barros e Raposo, 2002). Nesse contexto, os sistemas de transporte ineficientes na prestação dos serviços e pouco capilares têm a implicação logística de elevarem os custos logísticos nas atividades de transportes e formação de estoques, na cobertura e na parcela de segurança (Castro, 2004).
Numa dimensão regional, os altos custos logísticos do atendimento de mercados mais distantes ou de menor escala tendem a reforçar a concentração de renda. As regiões menos favorecidas na dotação da infra-estrutura ou na renda ficam pouco competitivas para atrair negócios em razão dos elevados custos incorridos para o suprimento e para a distribuição dos produtos nos mercados nacionais, uma vez que os diferenciais de custos de produção eventualmente existentes perdem preponderância na análise dos custos totais.
Recentemente, foi aprovada a regulamentação da formação de parceria público-privada (PPP). Na verdade, a lei de parceria foi uma opção política para o financiamento da ampliação e/ou da melhoria da logística pública, tendo em vista a incapacidade financeira do Estado para implementar de forma exclusiva os investimentos demandados pelo processo de crescimento econômico em marcha.
Cabe uma análise de diversos aspectos dos impactos estimados para a efetivação dessas parcerias. Neste artigo, são abordados os referentes à distribuição regional dos investimentos, que são discutidos no contexto da competitividade entre regiões na atração de investimentos e na perspectiva do desenvolvimento regional.
Em seguida, procuramos contextualizar as parcerias público-privadas. Depois, discutimos teoricamente a relação entre os sistemas de transporte e o desenvolvimento, examinando o contexto histórico, legal e da regulação, com as considerações finais encerrando o artigo.

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O novo líder (editado)

Como a fusão mexe com os planos de contratação do Itaú e do Unibanco
Por Murilo Ohl

Roberto Setubal, do Itaú, e Pedro Moreira Salles, do Unibanco: apesar das sobreposições, bancos negam cortes.A fusão dos bancos Itaú e Unibanco, anunciada no dia 3 de novembro, cria a maior instituição financeira do país e a 14a do mundo, com um valor de mercado superior a 100 bilhões de reais. A empresa terá mais de 104.000 funcionários e cerca de 16.000 executivos. O principal objetivo da fusão é enfrentar a competição no mercado brasileiro, que ficou maior após a compra do Real pelo Santander. A expectativa é de que a integração leve 18 meses e seja concluída em 2010. Os dois bancos precisam da aprovação do Banco Central antes de iniciar a união das operações e, por isso, os detalhes de como será feita a integração ainda não foram divulgados.
A união de bancos gera ganhos de escala, mas também sobreposição de cargos, o que leva a demissões. Quando comprou bancos estaduais, como o Banerj, do Rio de Janeiro, e o Bemge, de Minas Gerais, o Itaú cortou 20 000 pessoas. As demissões foram mais pontuais na compra do BankBoston, em 2005, quando cerca de 500 postos foram eliminados.
A coincidência de cargos costuma ser maior em funções executivas e em áreas de apoio, como jurídico, TI e RH. Os bancos reconhecem a sobreposição, mas afirmam que a intenção é manter o quadro de funcionários, e não fechar agências. O motivo está nos planos de expansão da nova instituição tanto no Brasil quanto no exterior. “Tem superposições, ninguém nega”, disse Pedro Moreira Salles, executivo-chefe do Unibanco. Os presidentes de ambos os bancos afirmam que a mão-de-obra excedente será utilizada em novos cargos a ser criados. “Não haverá programas de demissão”, reforça Roberto Setubal, do Itaú. A fusão ocorre num momento em que os dois bancos tinham planos de contratar pessoas. Desde o início do ano, o quadro de funcionários do Itaú cresceu 7,8%.
Já o Unibanco pretendia aumentar em 20% o número de agências em 2009, passando de 942 para cerca de 1 200, com a contratação de cinco pessoas por agência. Com a fusão, o banco pretende ter atuação global, o que pode abrir vagas para brasileiros no exterior, principalmente para executivos. Muitos analistas julgam que a internacionalização é necessária para competir com bancos globais, como o Santander. Os planos de expansão devem começar por países da América Latina, como México e Chile. O Itaú tem um banco na Argentina e operações de cartões no Uruguai e no Chile. O Unibanco é dono de um dos principais bancos do Paraguai.


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Os melhores MBAs do Brasil (editado)

Por Fabiana Corrêa

Em sua 9a edição, o Guia VOCÊ S/A – Melhores MBAs no Brasil avaliou 88 escolas, que inscreveram 269 cursos em todo o país. O número é um recorde — 28% maior que o do ano passado — e mostra a importância da pesquisa, que é a principal referência em educação executiva no país. Conduzido pela equipe da revista você s/a com o suporte da Nielsen, o estudo avaliou a qualidade dos cursos, a duração e os recursos tecnológicos que cada instituição oferece aos alunos. A menção das escolas por diretores de recursos humanos de grandes empresas, que também são convidados a responder à pesquisa, é outra forma de validar o ranking que apresentamos.
Tudo isso compõe a nota total dos MBAs e contribui para a formação do Índice de Qualidade Acadêmica (IQA), apontado no ranking final. A pesquisa revelou que mais alunos estão pagando pelo curso. Hoje, seis em cada dez profissionais bancam um MBA, ante 52% em 2007. Sinal de que cada vez mais pessoas tomam as rédeas do próprio desenvolvimento. O investimento dos alunos se reflete em aumento salarial na maior parte dos casos. Neste ano, os contemplados foram 61% dos que concluíram o curso, ante 58% no ano passado.
Esses números foram colhidos com as respostas de mais de 5 000 alunos e ex-alunos das escolas inscritas, que participaram da pesquisa online. Para fazer parte do ranking, a instituição inscreveu programas com mais de 360 horas de duração, realizados no Brasil e credenciados pelo Ministério da Educação. Após essa fase, foram escolhidas também as melhores escolas de negócios do país, entre as que classificaram ao menos três cursos em três categorias diferentes entre as avaliadas (finanças, tecnologia da informação, recursos humanos, marketing, MBA Executivo e mestrado profissional). As quatro colocadas entre as melhores escolas de negócios você vê ao lado. O ranking geral dos cursos você confere nas próximas páginas.
1º Lugar - FGV EAESP – SÃO PAULO - Jeitão Internacional - A escola de administração da Fundação Getulio Vargas de São Paulo tem o primeiro curso entre os MBAs Executivos e é também a melhor escola de negócios do país.

2º Lugar - FUNDAÇÃO DOM CABRAL - MINAS GERAIS - Excelência na Prática - A regra número 1 na Fundação Dom Cabral, em Nova Lima (MG), é que todo o conhecimento gerado em seus programas seja aplicável e útil aos executivos e às empresas para as quais eles trabalham.

3º Lugar - FIA - SÃO PAULO - Networking do conhecimento - Entre as qualidades mais citadas por quem tem aula lá está a atualidade dos temas. A globalização está presente em todo o curso.

4º Lugar - IBMEC - SÃO PAULO - Gente do mercado - Classificado com os cursos de MBA Executivo, Finanças e Marketing, o Ibmec São Paulo tem seus programas certificados pela Amba, entidade internacional de classificação de MBAs. Muitos de seus professores são executivos do mercado.

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A Faculdade Salesiana realiza avaliação interna.

Alunos, professores e funcionários têm uma nova oportunidade de contribuir para a melhoria do ensino, infra-estrutura e projeto pedagógico institucional da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora – FSMA. De 03 a 23 de novembro acontece a avaliação interna semestral. O questionário online está disponível no site da faculdade e na área do aluno e do professor.
A avaliação é composta por dois questionários de múltipla escolha (geral e por disciplina) e é aplicada em todos os cursos desde o 2º semestre de 2007. Esses dados servem de base para a realização do relatório a ser enviado para o Ministério da Educação (MEC) - com as potencialidades e fragilidades da instituição – e para o encaminhamento de sugestões de melhoria para a gestão. A previsão é de que o resultado da avaliação de novembro/2008 seja divulgado em fevereiro de 2009.
De acordo com a presidente da Comissão Própria de Avaliação – CPA, Gabriela Soares, a participação de todos é fundamental para conhecer a instituição e promover a melhoria dos serviços prestados. “A avaliação permite verificar o desempenho dos alunos, professores, cursos, projetos, a coerência dos propósitos com as ações desenvolvidas e a integração das atividades”, esclarece.
A direção já começou a usar a avaliação na reestruturação da FSMA, afirma Gabriela. Ela explica que alunos e professores podem acompanhar o desempenho de cada curso, disciplina e turmas pelo site. O resultado da última avaliação (maio/junho 2008) está na área do aluno e do professor.
Apesar da relevância, a presidente da CPA diz que a adesão dos estudantes ainda é pequena. “Os alunos precisam se conscientizar da importância da sua participação. Eles serão diretamente beneficiados, pois estarão mais bem preparados para o mercado de trabalho e com um diploma de qualidade reconhecida”, finalizou.
Vale destacar que nesse semestre a avaliação possui algumas novidades, os alunos poderão, por exemplo, avaliar a coordenação de seus cursos.

Essa é a ultima semana, não perca a oportunidade de possibilitar crescimento ao seu curso.