segunda-feira, 19 de maio de 2008

A responsabilidade social é uma questão de estratégia?

Uma abordagem crítica
Por: Alexandre Faria / Fernanda Filgueiras Sauerbronn

Após longo período de desinteresse por questões sociais ou políticas e devido aos recentes escândalos protagonizados por grandes corporações, observamos nos últimos 10 anos a aproximação da área de estratégia, em especial nos EUA, do tema responsabilidade social empresarial (RSE). Fenômeno similar começa a ser observado no Brasil. Este artigo argumenta que essa aproximação deve ser desafiada. Baseando-se na análise crítica da área de estratégia feita recentemente por pesquisadores europeus, os autores mostram que a não-neutralidade da área de estratégia, vista como um campo organizacional, ajuda a explicar o escândalo da Enron, por exemplo. Por meio de uma análise histórica interdisciplinar este artigo mostra que a abordagem contemporânea mais conhecida de RSE e a área de estratégia dividem uma mesma diretriz problemática: a legitimação das grandes empresas e o desprezo pela dimensão pública e pelo Estado. Ao final, os autores argumentam que a aproximação da área de estratégia do tema RSE deve contemplar a dimensão pública para que questões sociais não se transformem em meros recursos estratégicos e políticos de grandes corporações.
1. Introdução
É crescente o interesse das empresas e da academia de administração pelo tema responsabilidade social corporativa (RSC), ou responsabilidade social empresarial (RSE), ao longo dos últimos 10 anos. Trata-se de um quadro surpreendente visto que esse tema foi timidamente tratado até o final dos anos 1980. Esse quadro de timidez pode ser explicado pelo desinteresse da área de estratégia pelas obrigações sociais das grandes empresas e pelo âmbito das políticas públicas, pela predominância de bagagens advindas da economia neoclássica na área, e pelo subdesenvolvimento de pesquisa no âmbito da estratégia política corporativa.
Devido ao avanço acelerado da globalização, ao crescente poder político e econômico das grandes corporações, aos grandes escândalos corporativos, e às reações conduzidas por ativistas e outras organizações a esse poder, o tema ganhou importância na sociedade e na academia. A área de estratégia em particular vem se aproximando do tema, principalmente nos EUA.
No Brasil o cenário da RSE é muito promissor. Ao final de 2005, por exemplo, o número de empresas filiadas ao Instituto Ethos de Responsabilidade Social aproximava-se de mil. Ademais, cabe destacar que nos últimos 10 anos cresceu de forma exponencial o número de publicações, seminários e pesquisas acadêmicas sobre o tema.
Os autores deste artigo argumentam que pesquisadores no Brasil seguirão a abordagem mais veiculada atualmente nos EUA devido à influência da academia dos EUA sobre a local e à fragilidade da literatura focada no tema no Brasil: “os títulos disponíveis (...) caracterizam-se mais por serem manuais ou textos de difusão de novas práticas empresariais, do que reflexões analíticas e críticas” (Jaime, 2005:969).
Essa rota prevista deve ser questionada tendo em vista as críticas produzidas por pesquisadores europeus quanto à relevância do conhecimento produzido na área de estratégia (Whittington et al., 2003). Diferentes autores europeus vêm ressaltando que uma das principais características da área, a qual é dominada pelos EUA desde meados dos anos 1960, é a falta de reflexividade crítica (Whipp, 1996; Pettigrew, Thomas e Whittington, 2002). Entretanto, tais questionamentos não vêm sendo valorizados por pesquisadores no Brasil.
Neste artigo nos concentramos em três importantes questões para desenvolvimentos futuros na área de estratégia:
· a crescente importância social e política das grandes corporações na era da globalização, principalmente em países menos desenvolvidos;
· o crescimento do número de escândalos corporativos em paralelo à aproximação da área de estratégia do tema RSE;
· as crescentes críticas quanto à relevância do conhecimento na área de estratégia (Whittington, 2004) e à importação acrítica do conhecimento produzido nos EUA (Bertero, Vasconcelos e Binder, 2003).
Para dar conta dessa argumentação, este artigo está dividido em seis seções. Na segunda revisamos o trabalho de pesquisadores europeus que tratam a área de estratégia como um campo organizacional para demonstrar a participação da área em escândalos corporativos como, por exemplo, a Enron. Nas seções três e quatro tratamos da evolução do conceito da RSE e as principais abordagens teóricas, onde destacamos a aproximação desse tema da área de estratégia. Na quinta, desenvolvemos uma análise histórica da área de estratégia para mostrar que ela tem como principal diretriz a legitimação de grandes empresas. Na última seção, traçamos considerações sobre a aproximação da área de estratégia da temática da RSE e a necessidade desta ser acompanhada pelo reconhecimento da dimensão pública.Para ter acesso a todo esse artigo e a muitos outros visite: http://www.ebape.fgv.br/

Fornecedores da Bacia de Campos são orientados pelo Prominp

Para garantir a competitividade de fornecedores de bens e serviços da Bacia de Campos, foi realizado na quinta-feira (8 de maio), em Macaé, o Evento Regional Prominp Recebíveis: Novas Alternativas para captação de Recursos Financeiros. Sendo apresentada pela primeira vez na região, a iniciativa oferece opções de acesso ao crédito a juros mais baixos – cerca de 1% menor.
O Prominp recebíveis utiliza dois mecanismos de financiamento: o crédito bancário e o mercantil. “No crédito bancário o fornecedor precisa dar garantia financeira e, por isso, pode se endividar. Já no crédito mercantil, que envolve transações com Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), o fornecedor não se endivida”, explicou o consultor de negócios da Gerência de Finanças da Petrobras, Marcílio Ribeiro de Miranda.
O programa possui parceria com as instituições financeiras ABC Brasil, Banco Nordeste, Bandes Credfor, Banco Industrial, Sistema CNS, BER Capital, BI-Invest, GlobalBix, Alfa Real e Global Adviser. Os fornecedores interessados podem obter mais informações através do site do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) e ainda consultar a respeito de cada entidade participante.
“O nosso objetivo é que o fornecedor participe de mais licitações”, finalizou o consultor. A palestra aconteceu no Clube dos Empregados da Petrobras – Clube Cidade do Sol – e também contou com a participação do consultor da Coordenação Nacional do Prominp, Guilherme Roanelli Domingues. Criado em 2004, o Prominp Recebíveis já possui 178 empresas no projeto, que movimenta R$ 80 milhões.
Ao final do evento, a coordenadora executiva do Programa na Bacia de Campos, Eliete Rosado, aproveitou para lembrar às empresas do banco de currículos de pessoas que se formaram pelo Prominp. Os interessados em obter orientações para acessá-lo, envie um e-mail para prominp-bc@petrobras.com.br.
O que é o Plano Nacional de Qualificação Profissional do Prominp?
O Plano Nacional de Qualificação Profissional do Prominp é um grande projeto de qualificação profissional que visa capacitar, gratuitamente, milhares de profissionais em 175 categorias profissionais consideradas críticas para o setor de petróleo e gás.
O Plano de Qualificação Profissional do Prominp é uma ação de grande envergadura e complexidade de gestão, pois estão previstos cerca de 900 cursos diferentes e 6.400 turmas, envolvendo aproximadamente 80 instituições de ensino, nos vários níveis. Para tal, o plano está organizado de forma a contemplar entidades de diferentes características, com papéis diversos, que vão abranger as várias etapas da cadeia de educação profissional, com a premissa de assegurar a homogeneidade e o padrão de qualidade de todo o processo de qualificação.

Fonte: Click Macaé - Marcelle Reid

Maximillian Weber

Weber foi um intelectual alemão, jurista, economista e considerado um dos fundadores da Sociologia.
Sua obra é complexa e profunda, ela constitui um momento da compreensão dos fenômenos históricos e sociais e, ao mesmo tempo, da reflexão sobre o método das ciências histórico-sociais.
A análise da teoria weberiana como ciência tem como ponto de partida a distinção entre quatro tipos de ação:
· A ação racional com relação a um objetivo é determinada por expectativas no comportamento tanto de objetos do mundo exterior como de outros homens e utiliza essas expectativas como condições ou meios para alcance de fins próprios racionalmente avaliados e perseguidos. É uma ação concreta que tem um fim especifico.
· A ação racional com relação a um valor é aquela definida pela crença consciente no valor - interpretável como ético, estético, religioso ou qualquer outra forma - absoluto de uma determinada conduta.
· A ação afetiva é aquela ditada pelo estado de consciência ou humor do sujeito, é definida por uma reação emocional do ator em determinadas circunstâncias e não em relação a um objetivo ou a um sistema de valor.
· A ação tradicional é aquela ditada pelos hábitos, costumes, crenças transformadas numa segunda natureza, para agir conforme a tradição o ator não precisa conceber um objeto, ou um valor nem ser impelido por uma emoção, obedece a reflexos adquiridos pela prática.
Tanto a ação afetiva quanto a tradicional produzem relação entre pessoas (relações pessoais), são coletivas, comunitárias, nos dão noção de comunhão e conceito de comunidade.
Para Weber a Sociologia é uma ciência que procura compreender a ação social. Por isso, considerava o indivíduo e suas ações como ponto chave da investigação evidenciando o que para ele era o ponto de partida para a Sociologia, a compreensão e a percepção do sentido que a pessoa atribui à sua conduta. A sociologia assim tornou-se ferramenta de grande valor para o administrador, afinal, o principal objetivo de Weber é compreender o sentido que cada pessoa dá a sua conduta e perceber assim a sua estrutura inteligível e não a análise das instituições sociais como dizia Durkheim.
Weber também se preocupou muito com a criação de certos instrumentos metodológicos que possibilitassem ao cientista uma investigação dos fenômenos particulares sem que ele se perca na infinidade disforme dos seus aspectos concretos, sendo que o principal instrumento é o tipo ideal, o qual cumpriria duas funções principais: primeiro a de selecionar explicitamente a dimensão do objeto que virá a ser analisado e, posteriormente, apresentar essa dimensão de uma maneira pura, sem suas sutilezas concretas.
Para Weber, a ciência positiva e racional pertence ao processo histórico de racionalização, sendo composta por duas características que comandam o significado e a veracidade científica. Em que estas duas características são o não-acabamento essencial e a objetividade, em que esta, é definida pela validade da ciência para os que procuram este tipo de verdade, e pela não aceitação dos juízos de valor.
Weber defendia que para todas as disciplinas, tanto as ciências naturais como as ciências da cultura, o conhecimento é uma conquista que nunca chega ao fim. Seria necessário que a humanidade perdesse a capacidade de criar para que a ciência do homem fosse definitiva.
A objetividade do conhecimento é possível, desde que se separe claramente o conhecimento empírico da ação prática. Segundo Weber essa é uma atitude que depende de uma decisão individual do pesquisador, ou seja, os cientistas devem estar dispostos a buscar essa objetividade.
Weber fundamenta sua definição de valores na filosofia neokantiana, que propõe a distinção radical entre fatos e valores. Os valores não são do plano sensível nem do transcendente, são criados pelas desilusões humanas e se diferem dos atos pelos quais o indivíduo percebe o real e a verdade. Para Weber, há uma diferença fundamental entre ciência e valor: valor é o produto das intenções, diferentemente de Durkheim que acreditava encontrar na sociedade o objeto e o sujeito criador de valores. Weber o contesta dizendo que as sociedades são meios onde os valores são criados, mas ela não é concreta. Se a sociedade nos impõe valores, isso não prova que ela seja melhor que as outras.
Por tudo isso, as análises de weber constituem uma estrutura de grande valor para nossas discussões contemporâneas. Assim, o autor se configura como responsável por produzir leituras fundamentais para qualquer gestor.

Problemas para estacionar?

Uma boa notícia para aqueles que chegam de carro a faculdade, as obras para expansão do estacionamento já começaram! É a primeira fase das obras que visam ampliar o espaço para alocação de veículos dentro da faculdade já em ação.
Começaram, na primeira semana de maio, as obras de ampliação do estacionamento da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora. Com o novo espaço, que fica próximo à portaria da instituição, haverá mais 60 vagas para carros. “Nosso objetivo é oferecer mais conforto e segurança para nossos alunos, funcionários e professores”, declarou a diretora da FSMA, Ir. Maria Léa Ramos. A expectativa é de que essa nova área fique pronta até o final de junho.

Agentes do crescimento

Por GABRIEL PENNA

Um aumento de 30%. Foi o que aconteceu recentemente com os salários dos profissionais que atuam como gestores de projetos nas empresas brasileiras. Esse executivo, responsável pelas obras estruturais que fazem parte do planejamento estratégico de uma companhia, como ampliação de fábrica, construção de novas unidades ou da infra-estrutura de tecnologia, ficou mais disputado com os recentes investimentos feitos na indústria. Sua missão é definir os recursos necessários para realização de um projeto, de matéria-prima a pessoal empregado, para garantir que ele seja entregue dentro do cronograma e do orçamento previstos. Como os projetos de novas plantas e ampliação de fábricas começaram a pipocar, ficou evidente que faltava gente no mercado para dar conta de tudo o que está sendo erguido. E os ganhos se inflacionaram por causa disso.
A Sadia, uma das líderes nacionais na produção de alimentos de origem animal, elaborou um pacote especial de remuneração para os executivos da área e vai abrir dez vagas ao longodo ano. A companhia está executando em 2008 o maior plano de investimentos da sua história, no valor de 1,6 bilhão de reais, destinado à construção de novas unidades no Brasil e no exterior. Para isso, vai treinar profissionais da casa e também buscar gente no mercado. A empresa procura quem tem experiência de pelo menos dois anos em projetos e disponibilidade para viajar ou morar em cidades com pouca infra-estrutura. A Sadia reajustou em até 25% os salários da área e vai arcar com custos de mudança e moradia. Esses profissionaistendem a ser os mais valorizados da empresa, diz Walmor Savoldi, diretor de planejamento da Sadia. 8 000 PARA NOVATOS
Para desempenhar a tarefa, muitas companhias empregam um engenheiro júnior, um coordenador, um gerente e um diretor de projetos. Muitas vezes, não é fácil encontrar candidatos preparados para assumir a responsabilidade. O gestor de projetos é o grande agente do crescimento das empresas, diz o consultor Victor Varandas, da Michael Page. Na consultoria de recrutamento de executivos, com sede em São Paulo, a demanda pelos gestores aumentou 40% no primeiro trimestre deste ano. Foram 30 vagas abertas. Hoje, 15 delas ainda não foram preenchidas. A formação preferida pelas empresas é engenharia mecânica, química ou metalurgia. O salário varia de 8 000 reais, para um engenheiro júnior com dois anos de experiência e sem certificação, a 20 000 reais, para gerentes de projetos com 15 a 20 anos de experiência. Profissionais que atuam como pessoa jurídica chegam a ganhar 40 000 reais.
A falta de gente com experiência na área se deve, em parte, à estagnação econômica das últimas décadas, que desencorajou novos investimentos na produção. Em geral, a metodologia e a carreira de gestão de projetos ainda estão engatinhando no Brasil. Segundo um estudo divulgado em 2007 pelo Project Management Institute (PMI), entidade americana de promoção do gerenciamento de projetos, 20% das 184 empresas consultadas ainda não reconhecem a atividade. E apenas 34% têm profissionais exclusivos para a função.
TI DEU A LARGADA
Os setores em que a carreira de gerente de projetos é mais reconhecida são tecnologia, consultoria, construção e finanças. Mas a expectativa é de expansão. A onda começou nas grandes empresas de TI, mas está se espalhando para outras áreas, diz Luís Augusto dos Santos, presidente do PMI em São Paulo. A entidade, que oferece o certificado internacional em gestão de projeto mais reconhecido no mercado, tem 4 500 associados no Brasil, número que cresce 12% ao ano. Já o número de profissionais certificados no país é de pouco mais de 2 000 pessoas. O engenheiro civil Eduardo D´Araújo, de 33 anos, já concluiu o curso preparatório oferecido pela Método e vai fazer a prova do PMI nos próximos meses. Sua experiência de quatro anos como coordenador de projetos de uma unidade da construtora, com sede em São Paulo, já foi suficiente para despertar o interesse do mercado. Recebo de duas a três propostas por mês, diz.
Para ser gerente de projeto de carteirinha o executivo precisa comprovar três anos de experiência na área, fazer curso preparatório e prova. Hoje fica mais fácil preparar-se, pois a oferta de pós-graduação em gerenciamento de projetos está crescendo. Os profissionais têm ainda como opção tirar o IPMA, certificado de origem européia, que também exige experiência em campo. As certificações não são obrigatórias para atuar na área, mas podem vir a ser. A Método, por exemplo, lançou um programa de treinamento para que todos os seus gerentes e diretores de área sejam certificados. Eles certamente terão mais portas abertas depois do diploma.

Visitado em : http://vocesa.abril.com.br/home/ em 10/05/2008.

I Feira de Responsabilidade Social e Empresarial da Bacia de Campos.

A revista VISÃO SOCIAL (www.visaosocial.net), com seus patrocinadores, estará realizando a I Feira e o Fórum de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos, envolvendo os municípios produtores de petróleo e gás do Litoral Fluminense, tendo como tema "O Desafio da Sustentabilidade".
O evento acontecerá entre os dias 13 e 15 de maio de 2008, das 14h às 21h, no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho (Macaé Centro), no município de Macaé/RJ. A área total é de 110 mil metros quadrados e tem uma área coberta de 10 mil metros quadrados com auditórios que comportam de 300 a 700 participantes. A Feira terá cerca de 80 estandes, onde empresas, Prefeituras, Instituições e ONGs estarão expondo os frutos de suas ações na área de Responsabilidade Social.
Já o Fórum terá como palestrantes personalidades eminentes nas áreas de RSE (Responsabilidade Social Empresarial), Sustentabilidade e Meio Ambiente, a serem convidadas, incluindo reitores de Universidades, urbanistas, ambientalistas e membros de instituições ligadas aos temas do evento.
Paralelamente, acontecerá a Rodada de Negócios Sustentáveis, em que ONGs e empresas que lidam com o aproveitamento de materiais recicláveis estarão expondo seus projetos e produtos.

Herzberg

Teoria dos dois fatores – Higiene e Motivação

Herzberg contribuiu decisivamente para o desenvolvimento do estudo das relações humanas dentro das empresas através de suas teorias supracitadas.
O primeiro componente de sua abordagem acerca da teoria da motivação envolve o que ficou conhecido como fatores higiênicos, onde incluímos o trabalho e a organização do ambiente funcional. Destacamos entre esses fatores:
· A Organização
· Suas políticas
· O tipo de supervisão
· As condições de trabalho
· As relações entre os indivíduos
· O salário
· O status
· A segurança no trabalho
Segundo o autor esses fatores não levam a altos níveis de motivação, mas a sua ausência é determinante para a insatisfação dos trabalhadores.
O segundo componente na teoria da motivação de Herzberg envolve o que as pessoas efetivamente desenvolvem em seus trabalhos, e o que pode ser discutido nessa rotina para propiciar motivação intrínseca a atividade. Destacam-se:
· Realização
· Reconhecimento
· Crescimento
· Interesse no trabalho
Esses fatores são internos, estão em cada um dos empregados em sua individualidade. Na ótica de Herzberg eles são fundamentais para criar motivação e em conseqüência movimento.
Para o autor as duas aproximações devem trabalhar de maneira simultânea. As pessoas devem ser tratadas da melhor maneira possível para minorar o nível de insatisfação. Por outro lado, todos precisam de desafios crescentes para que sejam realmente motivados. Dê as pessoas uso progressivo e responsabilidades, isso gera interesse e esforço para atingir desenvolvimento e reconhecimento por suas atividades.

Quer trabalhar na Vale

Por conta da interação que a 1ª Feira de Empregos proporcionou, o aluno do 3º módulo de mecatrônica da Educação Técnica do Castelo, Victor Emerik Sodré, 18 anos, teve uma grande oportunidade. Um visitante do estado do Espírito Santo, empregado da Vale há 13 anos, fez uma proposta de agir como facilitador para um futuro estágio ou emprego para Victor. Em entrevista à equipe da cobertura em tempo real da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora, Victor contou detalhes desse fato e de sua participação na feira.
Tempo real: O que achou do convite que recebeu de futuramente ter “portas abertas” na Vale?
Estou muito empolgado, mecatrônica é uma área que sempre gostei principalmente a parte de robótica. E esse não foi o único convite, um outro visitante vindo da Califórnia para trabalhar no Brasil, especificamente na Varco, uma empresa multinacional, também me ofereceu uma oportunidade de emprego. A feira, sem dúvida, foi a melhor coisa que me aconteceu.
O que você acha da iniciativa do curso de promover a participação dos alunos em eventos como esse?
Acho muito importante, os alunos devem participar e fazer a divulgação dos próprios cursos. Eu, por exemplo, falo da escola como se ela fosse minha, pois se a escola tiver sempre pontos positivos, crescer e melhorar cada vez mais, então eu serei aluno da melhor escola e isso é ótimo.
O que achou da divulgação do evento?
Achei ótima, foi tudo muito organizado, pois pessoas de outros lugares vieram prestigiar a feira.
Você acha que o fator sorte te ajudou nesses convites?
Sorte, talvez, mas o que vale mesmo é ser comunicativo e saber tirar benefício disso fiquei uns trinta minutos conversando com o visitante, explicando o funcionamento dos equipamentos e aí surgiu o convite para a Vale, fiquei muito contente pela oportunidade, mas só a conversa em si já me acrescenta muito, foi uma grande troca de experiência.
Você se dedica ao seu curso?
Muito, no dia que recebi o convite minha escala começava às 18 h, eu cheguei às 14 h e comecei a fazer as apresentações. Corro muito atrás das oportunidades e sem dúvida a feira me facilitou muito.
Esse é o primeiro evento que você participa?
Não, em meados de 2007 participei da FEMACT (Feira Macaense de Ciência e Tecnologia). O curso apresentou três projetos, dois robôs e um braço mecânico, ganhamos em 1º, 2º e 3º lugar. Sou muito participativo e dedicado, “caio de cabeça” nas coisas que faço, acho o curso 100%.
Rafaela Medeiros - Aluna do 5º período de Jornalismo da FSMA.
Visitado em http://fsmanafeiradeempregos.blogspot.com/ - 02/05/2008

Empresa Júnior

A empresa júnior do Curso de Administração da Faculdade Salesiana está parada. Após um breve período de funcionamento que gerou frutos interessantes para o aluno, como o estreitamento de laços com o mercado de trabalho e efetiva experiência profissional, a falta de interesse dos próprios alunos fez a Empresa Júnior paralisar suas atividades.
O Curso de Administração mantém um professor disponível para acompanhar as atividades da empresa, precisamos apenas buscar uma organização saudável para que a organização volte a funcionar.
O que é a Empresa Júnior?
A Empresa Júnior da FSMA é uma associação civil, sem fins lucrativos, que tem por finalidade básica proporcionar ao aluno condições necessárias à aplicação prática dos conhecimentos teóricos por ele adquiridos no curso de sua formação acadêmica.
Inscreve-se em seus objetivos todo um conjunto de iniciativas destinadas a estimular a capacidade empreendedora do aluno, procurando estabelecer uma interação da Faculdade com Empresas públicas e privadas e demais órgãos da sociedade civil, baseada na prestação de serviços de excelência.
Do professor é esperado que proponha à Empresa Júnior a realização de estudos e a elaboração de diagnósticos dirigidos a seus públicos alvo, bem como, que oriente e acompanhe o desenvolvimento destas tarefas.

ASPECTOS DA GLOBALIZAÇÃO(editado)

Por Alcides Carlos Martezin VINHOLO

A globalização teve três momentos-chave nos últimos cinqüenta anos. O primeiro foi o fim de Bretton Woods e do padrão dólar em 1971. Com a flutuação das taxas de câmbio entre as diversas moedas do mundo, a mobilidade de capital foi crescente. Depois, a queda do Muro de Berlim em 1989, veio acelerar as reformas no mundo ex-socialista e em desenvolvimento, o que permitiu novo impulso à mobilidade de capitais e ao comércio internacional para espaços até então significativamente "fechados". Finalmente, a emergência da plataforma da Internet e da Web a partir de meados dos anos 90, permitiu o desenvolvimento de uma "bolha" especulativa em todo o mundo, com uma circulação financeira jamais vista.
As fases da GLOBALIZAÇÃO são:
· 1450 – 1850 Primeira fase Expansionismo mercantilista
· 1851 – 1950 Segunda fase Industrial/imperialista/colonialista
· Pós – 1989 Globalização recente Cibernética / tecnológica / associativa
O impacto diferenciado do processo de globalização está mudando a política, a economia, a cultura, a história, o direito, a diplomacia, as tecnologias, etc.
As dimensões desta globalização têm sido vistas, de maneira muito simplificada, como simples abertura de fronteiras e geração de espaço mundial comum, mas essas dimensões têm causado muitas mudanças desiguais. Enquanto algumas coisas se globalizam, outras se tornam mais locais. Faremos um breve comentário sobre o assunto mencionado, objetivando e tornando assim mais claro e de fácil compreensão os pontos positivos e negativos da globalização.
Hoje em dia tudo parece levar em seu seio sua própria contradição. Vemos que as máquinas, dotadas da propriedade maravilhosa de reduzir e tornar mais frutífero o trabalho humano, provocam a fome e esgotamento do trabalhador. As fontes de riqueza recém descobertas se convertem por artes de um estranho malefício, em fontes de qualidades morais. O domínio do homem sobre a natureza é cada vez maior; mas, ao mesmo tempo, o homem se transforma em escravo de outros homens ou da sua própria infâmia.
Pontos Positivos
• A expansão mercantil através da conquista de novos mercados pela introdução dos produtos em mercados potenciais;
• Disponibilidade de capital volátil, através dos investimentos estrangeiros de caráter especulativo e/ou transitório;
• Investimentos feitos pelas empresas buscando ampliar a tecnologia para se tornar competitivo;
• Aumento da produtividade por conta do aumento em escala, visando à exportação para o mercado global através de incentivos, reduzindo os custos, automaticamente se tornando competitivos – toda produção é pensada globalmente;
• Concorrência: investimentos em tecnologias, processos, pessoas, através do que os empresários se vêem obrigados a investir em melhoria continua de seus produtos e a busca por menores custos;
• O crescimento de emprego se dá pelo aumento da demanda de mão-de-obra necessária para produção em grande escala, atração de trocas comerciais entre as empresas;
• Crescimento econômico – caracterizado na medida em que o produto e as trocas comerciais alocam diferentes recursos e setores da economia, tais como: crescimento do bem-estar econômico, diminuição dos níveis de pobreza, desemprego, desigualdade; elevação das condições de saúde, nutrição.
• O acesso à tecnologia - pode-se dizer que, dentre os muitos fatores influentes, os que mais se destacam são o nascimento da Internet e os sofisticados meios de comunicação da atualidade, que intensificaram as relações internacionais.
Pontos Negativos
• Vulnerabilidade – perda da autonomia política econômica em um contexto de abertura financeira;
• Concorrência – as empresas deverão se estruturar financeiramente, pois, não sendo detentoras do mercado, os investimentos deverão ser de longo prazo, e, portanto, se houver um deslize na estrutura, surgirá o risco;
• Desemprego – “automação – mão-de-obra intensiva e extensiva”; com o avanço tecnológico é imprescindível deixar de seguir o avanço global, bem como estruturação de mão-de-obra qualificada; pessoas deverão ter preparo para acompanhar tal desenvolvimento para não cair no abismo das desigualdades.
• Crises e desigualdades (educação) – todos os eventos políticos e econômicos que geram desconfortos e ou discordâncias podem ocasionar crises gerando um caos global; é relevante dizer que a desigualdade política social e cultural, principalmente no que concerne à educação, pode contribuir para a manutenção da própria desigualdade;
• Volatilidade cambial – porque o estado se abstém e as economias ficam reféns do mercado capital, e o dono deste quer mais para o seu próprio bolso, isso não permite que os países segurem o capital especulativo (migração de especulações, onda de desconfiança, fuga de capital de países vizinhos).E os governos, não tendo saldo de capital, geram crises e recessões;
• Elevação de juros – é negativa no segmento da área produtiva, pois, se o capital especulativo sai provocado pela volatilidade do capital, “os donos do capital” são os beneficiados;
• Aumento da dívida – com a abertura da economia, os países terão que se endividar fazendo empréstimos externos; porém, para aumentar o seu capital, terão que aumentar os juros, aumentando assim as dívidas;

Visitado em: http://www.revista.inf.br/adm/ ; dia 01/05/2008