O primeiro painel do III ENCAD teve por tema: Há vagas? O Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro e as perspectivas da indústria e do comércio, sob a coordenação do conselheiro do CRA/RJ e reitor da CEUCEL, Adm. Paulo César Teixeira. O diretor de relações com o mercado da FIRJAN, Adm. Alexandre dos Reis, discorreu sobre a mudança do eixo econômico do Rio de Janeiro. “Precisamos de mais organização regional, já que a instalação de novas indústrias de transformação, como as siderúrgicas e petroquímicas, e a construção do Porto de Açu irá demandar mão de obra qualificada e políticas públicas de desenvolvimento local para atender esta demanda”.
Força das Micro e Pequenas Empresas (MPEs)
No segundo painel – cujo tema foi Qual o Plano B? O empreendedorismo e a força das Micro e Pequenas Empresas na cadeia produtiva e que teve como coordenador Prof. Lamounier E. Villela, coordenador do programa de mestrado em Adm. pela Estácio de Sá. O principal assunto foi a importância das médias e pequenas empresas na economia regional e a participação do 3º Setor foi destacada. ”Hoje o interesse público pode ser tratado de maneira privada, com o 3º Setor sendo uma alternativa que trabalha com ambos os lados, já que pode ser um dos captadores de recursos e marca de empreendedorismo com parte de recursos públicos beneficiando a sociedade”, comentou Luis Estevam.
Sustentabilidade e meio-ambiente
Tema Haverá lucro após o caos? A sustentabilidade como eixo do modelo de Administração no Séc. XXI, o painel contou com a coordenação do Adm. Agamemnom R. e Souza, assessor da pró-reitoria, coordenador e docente do curso de Adm. da UniFOA/RJ. Teve a participação de especialistas em gestão sócio-ambiental. “O Brasil ainda desconhece a importância da área sócio-ambiental, que também é um grande campo de trabalho para os Administradores. A gestão voltada à sustentabilidade não é mais uma tendência, é uma realidade”, citou o Adm. Jorge Bezerra.
Ética e espiritualidade
Por tema E nós, para onde vamos? A preocupação com a espiritualidade, autoconhecimento e a ética nas organizações, foi coordenado pelo Adm. Wallace de S. Vieira, presidente do IARJ e vice-presidente de Planejamento e Desenvolvimento do CRA/RJ. Os palestrantes que estavam presentes são reconhecidos por seu trabalho com o delicado e instigante tema. “Se não houver uma visão transcendental, a materialidade toma conta, e o Administrador precisa saber que administra pessoas, não coisas sem vida. A espiritualidade leva à ética que, por sua vez, cria a valorização humana. O lucro também deve ser obtido de forma ética”, comentou Francisco Gomes.
O crescimento da consultoria
Com a coordenação do Adm. Dácio Antonio Machado de Souza (conselheiro do CRA/RJ, especialista em Gestão Estratégica e professor universitário), foi apresentado o último painel com o tema Que Fazer? Redirecionando a vida e a carreira para o exercício da consultoria, as palestras mostraram a mudança nos paradigmas da consultoria. “A prática da consultoria é utilizada nas empresas há muitos anos, mas com as mudanças nas organizações, a consultoria mudou junto, se adaptando à sociedade do conhecimento. Por isso os consultores modernos devem estar sempre atentos às melhores práticas e à especialização técnica”, aconselhou o consultor Certified Management Consultant (CMC) e professor, Adm. Luiz Augusto Costa Leite.
Visitado em 28/09/2008: www.cra-rj.org.br/site/noticias/170908b.asp
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Lula sanciona lei que regulamenta estágio
Lei que entra em vigor nesta sexta limita carga horária dos estudantes. Além disso, prevê férias remuneradas de 30 dias. (editado)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 11.788, de 25/09/2008, publicada no "Diário Oficial da União" desta sexta-feira (26), que regulamenta o estágio profissional. A regulamentação vale somente para os contratos assinados a partir desta sexta-feira (26) ou para os que forem renovados.
Carga horária
A lei estabelece jornada máxima de seis horas diárias e 30 horas semanais para os estudantes de ensino superior, educação profissional e ensino médio. O estágio na mesma empresa ou instituição não poderá durar mais de dois anos e o estudante deve ser indicado apenas para atividades compatíveis com sua grade curricular.
Tipos de estágio
O estágio poderá ser obrigatório (quando a sua carga horária for requisito para aprovação e obtenção de diploma); ou opcional, dependendo do projeto pedagógico do curso.
Férias
É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a um ano, período de recesso de 30 dias, que deve ser tirado de preferência durante as férias escolares. As férias devem ser remuneradas caso o estagiário receba bolsa-auxílio.
Empregador
Poderão oferecer estágios empresas privadas, órgãos da administração pública direta, autarquias e fundações de todas as esferas e poderes, além de profissionais liberais de nível superior devidamente registrados em seus respectivos conselhos de fiscalização profissional.
A lei ainda estipula o número máximo de estagiários em relação ao quadro de funcionários das empresas ou entidades que oferecem o estágio. Se a empresa tem de 1 a 5 empregados, o máximo é 1 estagiário; de 6 a 10, até 2 estagiários; de 11 a 25 empregados, até 5 estagiários; e acima de 25 funcionários, até 20% de estagiários. Quem contratar estagiários terá que indicar pelo menos um supervisor para cada grupo de dez aprendizes.
Continua proibida qualquer cobrança do estagiário pelos agentes de integração entre as empresas e as instituições de ensino. Cabe a esses agentes encontrar oportunidades de estágio, fazer o acompanhamento administrativo do contrato e encaminhar as negociações de seguros contra acidentes pessoais.
Repercussão
De acordo com a Associação Brasileira de Estágio (Abres), as mudanças afetam diretamente cerca de 1,1 milhão de estagiários do país. Para o presidente, Seme Arone Junior, trata-se de um marco regulatório para a segurança das empresas contratarem mais estagiários.
Para ele, a mudança na carga horária “forçará milhares de empresas a se adequarem, mas acreditamos que dará mais tempo aos estudantes para se dedicarem aos estudos e, com isso, melhor rendimento no estágio". Ele ressalta que outra mudança louvável foi a possibilidade de profissionais liberais de nível superior como advogados, engenheiros, arquitetos e outros contratarem estagiários. Mas ele faz um alerta. "Como a nova lei entra em vigor na data da publicação, muitos estudantes poderão ser impedidos de estagiar se sua instituição de ensino ainda não tiver previsto o estágio no seu projeto pedagógico", alerta.
O Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) colocou à disposição de estudantes, empresas e instituições de ensino, cadastrados ou não em seu banco de dados, a central de atendimento 0800-771-2433 para esclarecer dúvidas sobre a nova lei.
Visitado em 28/09/2008: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/
Petrobras recusa contratação de tecnólogos
Em editais de concursos, empresa diz não aceitar esse tipo de profissional. Medida já é alvo de ações civis públicas contra ‘discriminação’.
Simone Harnik Do G1, em São Paulo
Simone Harnik Do G1, em São Paulo
Embora as perspectivas para o tecnólogo em petróleo e gás sejam promissoras, a Petrobras, uma das principais empresas com potencial de oferecimento de empregos, restringe a atuação desse profissional. A disputa já foi parar até na Justiça, em ações civis públicas.
“A Petrobras insiste em não aceitar tecnólogos de forma explícita, em seus editais de concursos”, afirma o diretor do Sindicato dos Tecnólogos do Estado de São Paulo, Décio Moreira. “Isso se reflete, de uma certa maneira, nas empresas que trabalham para a Petrobras. Há notícias de empresas que não contratam, porque a Petrobras não aceita os tecnólogos”, afirma.
A empresa justifica, por meio de sua assessoria de imprensa, que “avalia que os profissionais com título de bacharel, por possuírem uma formação mais completa, são aqueles que atendem plenamente às exigências inerentes às atividades da Petrobras. O plano de cargos da Petrobras prevê a contratação de profissionais de nível médio e nível superior para preenchimento dos cargos, não inclui tecnólogos”.
“Nós temos uma ação civil pública contra a Petrobras pela discriminação. A empresa tem toda a liberdade de contratar o profissional que deseja. A Petrobras, que é referência nacional, afeta na imagem do profissional”, diz Moreira.
“Essa é uma questão bastante negativa para os alunos. Muitos têm o sonho de fazer concurso para a Petrobras. Isso baixa até mesmo a auto-estima dos universitários”, afirma Gladstone Peixoto Moraes, professor do curso de tecnólogo em petróleo e gás do Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos (Cefe-Campos), em Macaé, no Rio de Janeiro. “O Cefet tem conversado com o Ministério da Educação, mas não há abertura com a Petrobras.”
Mais otimista, a coordenadora do curso de tecnologia em petróleo e gás da Universidade Católica de Santos (Unisantos), Adriana Florentino de Souza Leoni, estima que a questão se resolva com o tempo. “Levando em conta que quem lançou o curso foi o Ministério da Educação e que a Petrobras é uma empresa com participação governamental, esperamos que os dois falem a mesma língua”, afirma.
Visitado em 28/09/2008: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/
“A Petrobras insiste em não aceitar tecnólogos de forma explícita, em seus editais de concursos”, afirma o diretor do Sindicato dos Tecnólogos do Estado de São Paulo, Décio Moreira. “Isso se reflete, de uma certa maneira, nas empresas que trabalham para a Petrobras. Há notícias de empresas que não contratam, porque a Petrobras não aceita os tecnólogos”, afirma.
A empresa justifica, por meio de sua assessoria de imprensa, que “avalia que os profissionais com título de bacharel, por possuírem uma formação mais completa, são aqueles que atendem plenamente às exigências inerentes às atividades da Petrobras. O plano de cargos da Petrobras prevê a contratação de profissionais de nível médio e nível superior para preenchimento dos cargos, não inclui tecnólogos”.
“Nós temos uma ação civil pública contra a Petrobras pela discriminação. A empresa tem toda a liberdade de contratar o profissional que deseja. A Petrobras, que é referência nacional, afeta na imagem do profissional”, diz Moreira.
“Essa é uma questão bastante negativa para os alunos. Muitos têm o sonho de fazer concurso para a Petrobras. Isso baixa até mesmo a auto-estima dos universitários”, afirma Gladstone Peixoto Moraes, professor do curso de tecnólogo em petróleo e gás do Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos (Cefe-Campos), em Macaé, no Rio de Janeiro. “O Cefet tem conversado com o Ministério da Educação, mas não há abertura com a Petrobras.”
Mais otimista, a coordenadora do curso de tecnologia em petróleo e gás da Universidade Católica de Santos (Unisantos), Adriana Florentino de Souza Leoni, estima que a questão se resolva com o tempo. “Levando em conta que quem lançou o curso foi o Ministério da Educação e que a Petrobras é uma empresa com participação governamental, esperamos que os dois falem a mesma língua”, afirma.
Visitado em 28/09/2008: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/
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