terça-feira, 19 de agosto de 2008

Liderança empresarial: aplicação de um estudo contemporâneo sobre futuros administradores. (editado)


Adm. Marcello Vinicius Dória Calvosa, Mestre pela UFRRJ; Silvestre Prado de Souza Neto, Doutor pela UFRRJ; e Adm. Gustavo Lopes Olivares, Doutorando pela PUC.
Não é assim tão recente o interesse em conhecer aqueles atributos que caracterizam o comportamento de um líder na história. Este personagem que, a partir de em um processo interpessoal exerce influência a outrem e compartilha uma visão de futuro, para o alcance de objetivos específicos. Mesmo em épocas distantes, sempre despertou considerável preocupação a compreensão de como alguém conseguia chegar a uma posição de destaque na condução dos demais pares. Assim considerada, a liderança não parece ser um simples exercício de especulação filosófica. Nahavandi (apud BERGAMINI, 2002) refere-se à importância de ter dirigentes competentes no momento atual ao afirmar que “liderar pessoas de maneira eficaz representa um tremendo desafio, uma grande oportunidade e uma séria responsabilidade”. Uma Era que tem a informação como seu recurso primeiro é bastante diferente daquela outra Era cujos principais recursos foram o capital, a forca física ou a terra. O entendimento da função de liderança talvez seja uma das principais buscas da sociedade. E por razões óbvias: o destino de uma família, de uma empresa, de uma comunidade ou de um país, está diretamente associado à capacidade de sua liderança.
Devido as constantes mudanças, as empresas foram forçadas a se reestruturar e a perseguir o que se convencionou chamar de "excelência gerencial". Neste contexto, as habilidades, o conhecimento, as destrezas e eficácia passaram a ser desejadas e mais requeridas na figura que as organizações denominam líder do século XXI. Fala-se, no entanto, de uma crise generalizada de líderes eficazes, o que tem resultado em aumento da complexidade dos problemas humanos nas organizações. O tema liderança mostra ter forte apelo tanto para dirigentes como para dirigidos. Como, ao falar da figura do líder, não expandir à discussão ao interessante papel do seguidor? Torna-se necessário tentar discernir o vínculo central de união entre o líder e o seu objeto de influência, o colaborador. Em muitos casos, até essa atitude ou competência chega a levar uma conotação de “dom”, quase mágico ou divino, responsável por uma inexplicável e, ao mesmo tempo, irresistível atração que certas pessoas naturalmente exercem sobre outras.
O colaborador de um líder, essencialmente, é um ávido partícipe de trocas intertemporais (fluxo de expectativas e recompensas satisfeitas ao longo de uma relação interpessoal) com seu mentor, seu líder. Esta troca está presente em muitas dimensões da vida prática, sem que as pessoas, muitas vezes, se dêem conta disto. Segundo Giannetti (2005), sempre que se abre mão de alguma coisa no presente em prol de algo no futuro, assume-se uma posição credora. Adotar uma posição credora significa que o indivíduo, neste caso o colaborador, tem um alto vínculo de credulidade em relação às propostas de outrem, neste caso o líder, e que sua expectativa em relação a realização destas é tão concreta que está disposto a fazer sacrifícios presentes, pois os benefícios futuros serão maiores e mais recompensadores. E toda vez que se abre mão de alguma coisa no futuro para desfrutar de algo no presente, assume-se uma posição devedora. Que se explica como não ter confiança na visão do líder, logo não a segue e nem faz esforços ou sacrifícios para a sua execução.
Acredita-se que os colaboradores que acompanham o líder em sua jornada são pessoas credoras dos ideais deste, pois acreditam, sem parcimônia, que seus sacrifícios presentes lhe renderão benefícios ou vantagens futuras. Este crédito é o termo de troca entre presente e futuro e dá subsídios para a influência exercida dos líderes sobre os seus seguidores.
Para acessar ao texto na íntegra, visite:
http://www.cra-rj.org.br/site/publicacoes

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